Análise de Conjuntura

MUDANÇAS CLIMÁTICAS E A ECONOMIA VERDE.

Por Ed Sousa | Publicado em 13/04/2024 às 18:30
SURGEM COMO GERAÇÃO DE POLÍTICAS PARA OS PRÓXIMOS 30 ANOS. Sugerem propostas de planos para o meio ambiente, urbanismo, habitação, educação, economia e geração de emprego e renda num ano de eleições municipais.
Você sabe o que é crédito de carbono? Já ouviu falar em economia verde ou hidrogênio verde? O aquecimento global e as mudanças climáticas geraram um mercado voltado para a economia verde e provocaram uma busca mundial pelo crédito de carbono. Organizações como o Banco Mundial e a Agência Internacional de Energia projetam centenas de bilhões de dólares em investimentos em escala global no setor, principalmente para projetos na área de preservação ambiental, buscando a mitigação dos efeitos climáticos no mundo. Europa e América Latina encabeçam o ranking dos que mais lançam recursos em projetos. Países como Chile, Estados Unidos, Árabia Saudita e Austrália já lançaram seus arcabouços regulatórios, criando incentivos volumosos. O Brasil tem investido de forma diversificada na geração e no uso de energias renováveis (eólica, solar e biomassa), na redução do desmatamento, na agricultura sustentável e na infraestrutura sustentável. Programas do Governo Federal como o Plano de Transformação Ecológica, com a coordenação do Ministério da Fazenda, e o Fundo Clima, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática, têm finalidade econômica e de aporte financeiro para projetos tanto para a iniciativa privada e a organização da sociedade civil, quanto para o setor público (municípios e estados). Além do mais, pode-se obter crédito de carbono no Brasil e colocar à disposição no mercado internacional, gerando trabalho, emprego, renda e empreendimentos individuais e coletivos. A busca por esse ativo ecológico já é alta. É a partir desses projetos que se obtêm os créditos de carbono. Um projeto (privado ou governamental) tem de seguir algumas etapas. É preciso identificar a fonte de emissão de gás de efeito estufa (GEE), associá-la ao projeto e, então, desenvolvê-lo, de forma a reduzir, remover ou evitar as emissões de GEE. Será necessário seguir uma metodologia qualificada e reconhecida internacionalmente para qualificar as reduções de emissões alcançadas pelo projeto. Um auditor certificado verifica as emissões alcançadas e emite um relatório de verificação. Após isso, as reduções de emissões são registradas no sistema de crédito de carbono, que podem ser feitas como Registro Público de Emissões Brasileira (RPEB) ou como Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Finalmente, os créditos de carbono são emitidos para o projeto e podem ser vendidos no mercado de carbono. Ninguém nunca havia pensado que a nova era seria a Era do Clima e que esta atingiria amplamente toda a humanidade e todos os setores da sociedade, alavancando, assim, políticas de economia verde em escala global e, no mercado financeiro, gerando políticas estruturantes nas mais diversas áreas em todas as esferas governamentais, devido à corrida pelo crédito de carbono. Vamos continuar neste assunto nas nossas próximas postagens e como ele poderá sugerir propostas de planos de governo e projetos de lei para o meio ambiente, urbanismo, educação, habitação, economia e geração de trabalho e renda num ano de eleições municipais.