Análise de Conjuntura

A POLÍTICA ANTIGA SE INTENSIFICA EM PARNAMIRIM.

Por Ed Sousa | Publicado em 10/09/2025 às 18:00
O QUE TEM DE DIFERENTE É NILDA. NA PREFEITURA, ELA APARECE, DEFENDE, TENTA MOSTRAR SERVIÇO. O governo que deveria carregar a sua marca, na prática, parece entregue a outros, movido pelas engrenagens da velha política - troca de favores, dívidas de campanha e acomodações partidárias.
A recente onda de exonerações em Parnamirim revela mais do que um simples rompimento político. O que se evidencia é que as escolhas dentro da gestão não foram guiadas por critérios técnicos ou pelo interesse do povo, mas pelo velho hábito de pagar dívidas de campanha e acomodar aliados. Essa prática expõe a fragilidade de um governo que, apesar das promessas de renovação, repete os mesmos modus operandi que tanto criticava nas administrações anteriores. O que há de diferente é Nilda. Não como alguém que governa de fato, mas como quem, pelas circunstâncias, parece ter entregue a condução do município a quem sequer foi eleito pelas urnas. Ainda assim, a prefeita se esforça em ocupar o papel de “garoto-propaganda” da prefeitura: aparece, defende, tenta mostrar serviço. Mas, no fundo, acaba mais confundindo do que esclarecendo, obrigada a sustentar medidas e discursos que se distanciam daquilo que antes defendia como compromisso com a cidade. Enquanto isso, a instabilidade só aumenta. O desgaste da prefeita, a atuação de Kelps Lima e o racha com a vice Katia Pires colocam em xeque não apenas o futuro imediato da gestão, mas também a credibilidade da política em Parnamirim. A cada novo episódio, fica mais claro que a cidade continua presa a uma engrenagem política voltada para interesses particulares, não para as necessidades reais da população.