Análise de Conjuntura

PROPAGANDA E POLÍTICA EM PARNAMIRIM

Por Ed Sousa | Publicado em 30/10/2025 às 18:00
DIFERENÇA ENTRE O DISCURSO E A PRÁTICA POLÍTICA. Quando o discurso é maior que a entrega, a política se torna marketing, o povo, mero público de um espetáculo pago com os seus próprios impostos.
A política em Parnamirim vive um dilema que reflete a própria crise da representação no Brasil: a distância entre o discurso e a prática, entre o eleito e o que está com “celular na mão e um desejo no coração”. Nos palanques, o discurso é de austeridade, transparência e compromisso com o povo. Na prática, o que se vê é uma gestão com forte e bem calculada influência pautada em alianças, cargos distribuídos, prioridades trocadas (necessidade reais e projetos desproporcional a realidade) e muita propaganda para disfarçar a falta de resultados concretos para atingir a população na fila do cadastro único e dos amparos assistenciais. A prefeita Nilda, influenciada por Kelps Lima, tem mantido uma retórica de responsabilidade fiscal e equilíbrio das contas, mas ao mesmo tempo coloca em tela possibilidade de executar projetos que parecem ignorar o cenário de endividamento - como se houvesse recursos infinitos para ações pontuais que rendem manchetes, mas pouco mudam a vida da população em estado de emergência social. Essa contradição não é exclusiva nesta gestão. É parte de uma engrenagem onde o discurso moraliza, enquanto a prática acomoda; onde a promessa de eficiência serve para justificar cortes, e a propaganda poderá substituir a prestação de contas. A política perde sua essência quando se transforma em palco, e o poder público em vitrine. A diferença entre discurso e prática não é mero descuido - é método, é estratégia de sobrevivência política de alguém que não foi eleito no passado e cobra resultado da sua influência em Parnamirim e na história política da perfeita Nilda. Quanto vai ficar essa conta? E quando o discurso não se cumpre, a prática se corrompe, e o povo paga duas vezes: na “esperança” e no imposto.