CÂMARA DE PARNAMIRIM: POLÍTICA OU POLITICAGEM?
POLÍTICA OU POLITICAGEM? Parnamirim precisa de uma Câmara que fale claro, que faça uma oposição responsável quando necessário, e que legisle e fiscalize sem medo. De cidadãos que cobrem, participem, perguntem. A politicagem pode até durar, mas não pode vencer.
Na Câmara Municipal de Parnamirim, muitos esperam que vereadores sejam representantes do povo, fiscalizadores do Executivo e condutores de projetos que transformem vidas. Mas o que se vê, com frequência, é algo diferente: articulações políticas invisíveis, negociações de bastidor, cotas de poder, cargos como moeda de troca e discursos em público que escondem alianças em segredo.
A politicagem acontece quando a Câmara deixa de ser casa de leis e passa a ser palco de interesses pessoais, de favores a grupos específicos, de silêncios seletivos e complicidades mútuas. Quando vereadores neutralizam cobranças, aceitam omissões ou ignoram incertezas em nome de “base aliada” ou “aliado de poder”, deixam de servir ao mandato e começam a servir a jogos de influência.
Esse modelo mina a confiança da população, porque as verdadeiras prioridades perdem espaço. A cidade se torna refém de jogadas de poder — o que consome energia que poderia ser usada para saúde, educação, segurança e bem-estar.
Parnamirim precisa de uma Câmara que fale claro, que faça oposição responsável quando necessário, e que legisle e fiscalize sem medo. De cidadãos que cobrem, participem, perguntem. A politicagem pode até durar, mas não pode vencer.