Análise de Conjuntura

ORIGEM HISTÓRICA DA DIREITA E DA ESQUERDA

Por Ed Sousa | Publicado em 04/04/2024 às 18:02
EXISTE UMA FORMA DE ABORDAR AS VERTENTES POLÍTICAS DE DIREITA E DE ESQUERDA. Independentemente do lado que se pense estar, é necessário fundamentar a análise crítica dessas concepções políticas. Neste texto, vamos trazer um esclarecimento sobre o falso enquadramento de alguém à direita ou à esquerda.
Esses dois termos passaram a ser usados na Revolução Francesa de 1789, quando o movimento político pretendia mudar a forma de Estado. Naquela ocasião, na Assembleia Nacional Francesa, os que defendiam o Rei e a Monarquia sentavam-se nas cadeiras do lado direito. Os que se posicionavam contrários tomaram assento nas cadeiras do lado esquerdo. Foi naquele contexto que se convencionaram a direita e a esquerda. A direita querendo manter a política existente (conservadores da monarquia), e a esquerda querendo mudança do formato político da organização do Estado. A esquerda venceu a disputa. A Revolução Francesa aconteceu e os seus ideais (liberdade, igualdade e fraternidade) influenciaram amplamente nossa sociedade atual, trazendo ao poder os burgueses e seu sistema capitalista e gerando uma série de transformações política, econômica e cultural. Hoje, segundo os cientistas políticos, esses vencedores, que na Revolução Francesa eram da esquerda, estão enquadrados na direita, ocupam posições de conservadores e querem manter o sistema, herdando aquela noção pré-revolução na França de conservação e burocratização. Burgueses e pequenos burgueses. Poderíamos ter começado este texto afirmando que não existem partidos de esquerda no Brasil. No entanto, deixarei essa polêmica para uma ocasião oportuna, em que o debate possa ser mais amplo e a disputa entre direita e esquerda exista de fato. Não consigo identificar isso no momento. Até aqui, mesmo ciente de que esse assunto não se esgota nos aspectos gerais, quero tratar da direita e da esquerda em Parnamirim. Começo afirmando que elas estão totalmente vazias nos seus debates e têm por objetivo muito mais gerar ruídos (um para o outro) do que levantar propostas e consequências objetivas que levem a alguma mudança significativa na linha do tempo da história da cidade. Tentam enquadrar a pré-candidata Professora Nilda. A suposta direita diz que ela é de esquerda, enquanto a suposta esquerda afirma com veemência que ela é de direita. Ao que tudo indica, as duas vertentes fracassaram, deixando um vácuo que é preenchido pela guerreira líder nas pesquisas, principalmente na população que mais sofre. Ela também amplia a vantagem na articulação com as siglas partidárias e os políticos, com uma provável garantia de vitória do pleito de 2024 já na articulação política. Encobertas nas trevas e com pouca visão, a direita e a esquerda estão tateando.