Análise de Conjuntura

COMO IDENTIFICAR QUAL ORIENTAÇÃO POLÍTICA GOVERNA A PREFEITURA DE PARNAMIRIM?

Por Ed Sousa | Publicado em 21/07/2025 às 18:00
CLARO, PELAS SUAS AÇÕES. Vamos fazer uma breve análise das ações e depois continuar aprofundando e acompanhando as articulações que podem demonstrar uma fusão entre Nilda e Kelps (SSD), logo após eleições 2024.
Muita gente pode estar se perguntando: Parnamirim está sendo governada por uma gestão de direita, extrema-direita, centro ou esquerda? Esse era um assunto que perturbava durante a campanha de 2024. Será que agora tudo se acomodou e ninguém mais faz essa pergunta? Na política de Parnamirim, será que nada mudou, exceto quem fala e quem se cala? Será que mudou apenas quem está empregado nas estruturas da prefeitura e quem está fora? Esse será um assunto que voltarei a tratar aqui em breve. Para identificar a orientação política de um governo, é preciso olhar o conjunto de ações e prioridades. A direita ou extrema-direita governa focada em austeridade fiscal, corte de gastos sociais, redução do tamanho do Estado, alinhamento com grandes empresários e projetos tradicionais, como o clientelismo e coronelismo, além de ter uma comunicação voltada para disciplina, segurança e hierarquia, muitas vezes sem diálogo real com os movimentos sociais. No caso de Kelps Lima, sua postura é claramente alinhada à direita – inclusive à extrema-direita em alguns momentos – por seu apoio a Rogério Marinho e Bolsonaro, defesa de reformas contra direitos trabalhistas e centralização de decisões nas mãos de poucos, excluindo setores que não seguem seu núcleo político. Já a esquerda governaria investindo em políticas sociais amplas, programas de geração de emprego e renda permanentes, participação popular real, valorização dos servidores, fortalecimento dos sindicatos e combate direto às desigualdades estruturais. Um governo de centro, como Nilda dizia ser, buscaria equilibrar gestão fiscal responsável com investimentos sociais, articulando com diferentes grupos, partidos e movimentos, garantindo diálogo constante e buscando consensos que incluam setores divergentes, para criar projetos que atendam à maioria, sem cair em polarizações extremas. Mas o que se vê hoje é Nilda governando com práticas de direita, sem apresentar projetos estruturantes de desenvolvimento econômico popular, nem políticas públicas inclusivas consistentes. No fim, embora tenha sido eleita com discurso de centro, a gestão de Parnamirim hoje se organiza muito mais pela cartilha de Kelps, de direita, do que por qualquer projeto popular de centro ou de esquerda.