A QUEDA DE KELPS LIMA E O COLAPSO EM PARNAMIRIM
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A desistência de Kelps Lima escancara o esvaziamento da "nova política" e o colapso do grupo que hoje comanda Parnamirim, liderados pela política promovida por ele, enquanto o padrinho da atual gestão, que embora tivesse saído de uma das secretarias para a disputa eleitoral, mantém a sua base na estrutura municipal em secretarias estratégicas, exigência dele, por apoiar e orquestrar as eleições que elegeu a prefeita Nilda. Após isolado das cúpulas partidárias que disputam cargos para Brasília, qual será os planos de Kelps Lima em Parnamirim? A classe trabalhadora parnamirinense já tem problemas demais e irá responder, pelo que tudo indica, com paralisações na saúde e na educação. Descubra qual é o reflexo real dessa derrocada para o município e como o silêncio da mídia aliada enterra de vez a narrativa do "governo da mudança".
A recente e ruidosa retirada da pré-candidatura de Kelps Lima à Câmara Federal acendeu o sinal de alerta nos bastidores políticos da região metropolitana e nos obriga a fazer a pergunta central sob a ótica do materialismo dialético (o método filosófico marxista que analisa a realidade a partir das contradições materiais e históricas): qual é o reflexo real de mais essa patacoada eleitoral para o povo de Parnamirim? Para compreender a gravidade do momento, é preciso desarmar o fetiche da "eficiência técnica" que esse personagem vendeu por anos no Rio Grande do Norte. Kelps Lima representa a ala mais dissimulada da política burguesa. Ao contrário de figuras como Rogério Marinho, que assume abertamente sua postura reacionária de mercado e neoliberal agressivo e cujo eleitorado apoia de forma direta as medidas contrárias aos direitos dos trabalhadores, Kelps opera na base da ilusão estética. Ele tenta se fantasiar de defensor das causas populares, chegando ao ponto de simular apoio à aprovação do fim da jornada de trabalho abusiva de seis dias para esconder sua verdadeira essência de classe. No entanto, quando o jogo de poder aperta nos balcões de negócios da política, o verniz de renovador moderno derrete, revelando um político isolado pelo canibalismo inerente ao seu próprio grupo.
O reflexo direto dessa derrocada em Parnamirim é o colapso da própria espinha dorsal da gestão da prefeita Nilda. É um fato de conhecimento público que Kelps Lima foi o principal mentor, protagonista e arquiteto da engenharia política que colocou a atual administração no comando do município, chegando a falar e deliberar publicamente no lugar da gestora em diversas ocasiões na mídia. O resultado desse amadorismo político fantasiado de "técnico" está cobrando seu preço agora. A cidade transformou-se em um território em ebulição, marcado pela forte mobilização da classe trabalhadora que reage à ausência deliberada de políticas públicas eficientes. Não por acaso, vivenciamos uma possível escalada de paralisações na educação e o possível indicativo de greve dos professores, somados à aprovação de diversas paralisações na saúde por falta de condições básicas nos postos e hospitais. A insatisfação popular transbordou a tal ponto que até mesmo os blogs e portais de comunicação aliados, que antes blindavam a prefeitura sob a narrativa conveniente de que "era o primeiro ano de governo e precisava de tempo", hoje se veem desarmados. O volume de críticas reais nas periferias é tão esmagador que a própria mídia governista perdeu os argumentos para sustentar a farsa da "gestão humanizada e nova" que tem Kelps Lima como o principal articulador.
O que o futuro reserva para Kelps Lima em Parnamirim após esse naufrágio eleitoral deveria ser o mais absoluto isolamento e a perda de seu poder de barganha. Ao ser escanteado pela executiva nacional de sua federação por tentar impor uma disputa desrespeitada e egóica contra os deputados de seu próprio ninho, Kelps perde a relevância para o grupo. Contudo, a contradição se aprofunda e se materializa nos bastidores municipais: mesmo destituído de sua projeção rumo a Brasília, o padrinho da atual gestão mantém intocada a sua base de poder na estrutura municipal, controlando diretamente algumas secretarias — um feudo burocrático exigido como moeda de troca por ter orquestrado as eleições de Nilda. Em vez de romper com essa amarra que drena a autonomia da cidade, a prefeita, segundo as especulações e bastidores, apressou-se em manter o apoio irrestrito a ele, afirmando que aguardará o posicionamento de Kelps para definir os rumos locais sobre as eleições. Em vez de se afastar estrategicamente das trapalhadas nestas eleições para Brasília, preservar e salvaguardar a governabilidade da cidade, Nilda escolhe afundar abraçada ao padrinho político, provando que a prefeitura de Parnamirim abdicou de um projeto de emancipação popular para servir de puxadinho para carreiras pessoais frustradas da direita reacionária.
Diante desse cenário da provável fragmentação das oligarquias, a classe trabalhadora organizada não deve nutrir qualquer ilusão com as saídas institucionais oferecidas pelo Estado burguês. A história nos ensina de forma implacável que a emancipação real dos trabalhadores da saúde, da educação ou de qualquer setor da prefeitura de Parnamirim só será conquistada por meio da práxis (a união indissociável entre a teoria crítica e a ação prática transformadora) revolucionária. Este blog permanece firme como uma trincheira de desalienação intelectual, totalmente independente de partidos, oligarquias e conchavos de cúpula. Enquanto os protagonistas da velha política se devoram no canibalismo das convenções e das fofocas de bastidores, nossa tarefa é propor a unidade nas lutas de base, ocupar as ruas e construir um verdadeiro poder popular feito por trabalhadores e para trabalhadores, o único capaz de varrer a politicagem rasteira e devolver a dignidade ao povo de Parnamirim.
NOTA EDITORIAL
O ensaio analítico acima desmascara a anatomia do fisiologismo local. A revelação de que a estrutura do município de Parnamirim encontra-se fatiada para partidos políticos oligarcas, com secretarias sob o controle direto de um ator político recém-naufragado na disputa para Brasília, desarmou os aparatos de propaganda oficial. O silêncio sepulcral dos blogs governistas diante do isolamento de seu principal mentor e da iminência de greves na saúde e educação prova que a maquiagem da "mudança" derreteu definitivamente frente à realidade da luta.
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